terça-feira, 1 de abril de 2014

Completam-se 50 anos da tomada do poder... Uns chamam de golpe, outros de defesa da soberania... Confesso que fico confuso: de um lado tínhamos um Presidente acusado de ser socialista, que supostamente havia “abandonado”o governo; de outro lado uma turba de Generais que se autointitularam salvadores da nação e, sem um único disparo, assumiram o poder. Fato é que: • o poder legislativo, na pessoa do Presidente do Congresso, declarou vaga a presidência, abrindo caminho para a deposição de Jango • O poder judiciário ratificou o pronunciamento do Congresso e permitiu a tomada do poder • O poder executivo, através das Forças Armadas, levou a cabo o plano audacioso. O quê de tudo isso é verdade? Vez ou outra um dos lados se manifesta, entretanto, jamais vimos a verdade se manifestar. Os apoiadores do regime usam de dados econômicos e de segurança pública para legitimarem suas ações. Os contrários usam de dados policiais para apontarem a carnificina promovida pelas estrelas. É como se o 31 de março de 1964 ainda estive dentro de suas 24 horas cíclicas. Ninguém o esquece! Na TV, velhinhos caquéticos, outrora generais valentes, esbravejam suas ações, legitimando-as no improvável; em outro canal, não menos velhos, ex-guerrilheiros, ainda com com suas coberturas vermelhas, debocham de toda forma de ordem, sob o rótulo de liberdade. A ânsia de rever a lei da anistia pode ser um tiro no pé, visto que tal dispositivo legal contemplou ambos os lados, sem considerar quem “era” bandido ou mocinho. O que restou destes últimos 50 anos? Vemos que, os dantes subversivos, ascenderam ao poder, cada qual a seu tempo: Fernandos, Dilmas... Vemos que toda a cólera se voltou para os militares. A economia continua capenga, a soberania nacional é uma piada diante das demais nações. A Petrobrás já não é tão nossa... A corrupção revelou-se crônica para os fardados e para os paisanos... A Polícia continua sendo o cão de guarda de quem está no governo... Se o golpe foi bom ou ruim? Não sei mesmo. Sei que, do jeito que está não está bom. Antes havia uma ditadura declarada, hoje existe uma ditadura homiziada. Falo como um cidadão pela metade. Pela metade pois não usufruo da totalidade dos dispositivos constitucionais. Aliás, pela Constituição sou legalmente amordaçado e, pior, sujeito a pena de morte. Pense, reflita, repense, leia, busque, informe-se. Não aceite o pacote de informações que te entregam, pois essa mesma imprensa vermelha de hoje foi a que apoiou
o regime 50 anos atrás. Afinal, quem é o mocinho mesmo????

quarta-feira, 12 de março de 2014

terça-feira, 11 de março de 2014

De uma perspectiva extremamente própria... Onde o ponto de partida reside em si mesmo... E a chegada reflete um desejo íntimo... Concluímos que se trata tão apenas de um egoísta!!! Em contrapartida, reduzindo as matizes internas... Externando as próprias tonalidades... Analisando as variáveis externas... Desprovido de suas vaidades... Diríamos pois: eis aí um insano!!!! Coerência pra quê, se o que queremos é apenas escrever!!!!!
Juliana Sedlmaier Mais do que simplesmente te amar, amo-te... Mais do que simplesmente respirar, respiro-te... Amo a ti mais que a mim... Há mais de mim em você, do que o mesmo em mim... O que de mim existe, contrasta... Contrasta com a cor pálida da cidade Contrasta com a dor gélida da saudade... Contrasta com a efêmera felicidade... Enquanto você existir, assim direi... Que não apenas vivi, mas existi... Existi nos no canto de teus lábios... E em teus beijos, cresci... E quando a morte fria chegar um dia... Levando pra longe o que me acalanta... Direi em altos brados entre prantos... Foi-se o amor, acabou-se o encanto. Arthur Paulo Sedlmaier Foto: Juliana Sedlmaier Mais do que simplesmente te amar, amo-te... Mais do que simplesmente respirar, respiro-te... Amo a ti mais que a mim... Há mais de mim em você, do que o mesmo em mim... O que de mim existe, contrasta... Contrasta com a cor pálida da cidade Contrasta com a dor gélida da saudade... Contrasta com a efêmera felicidade... Enquanto você existir, assim direi... Que não apenas vivi, mas existi... Existi nos no canto de teus lábios... E em teus beijos, cresci... E quando a morte fria chegar um dia... Levando pra longe o que me acalanta... Direi em altos brados entre prantos... Foi-se o amor, acabou-se o encanto. Arthur Paulo Sedlmaier

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Ventos esparsos... soltos... rasos... lentos... O devaneio em meio ao pensamento... O pensamento como combustível do movimento... Idas, vindas, voltas, partidas... Não pare, aja, viva!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Ser Policial Militar

Ser Policial Militar Para refletir Como POLICIAL MILITAR, enfrentei O MAIOR CHOQUE CULTURAL DE MINHA VIDA, ao ter de argumentar com todo tipo de pessoas, do mendigo ao magistrado, entrar em todo tipo de ambiente, do meretrício ao monastério. Como POLICIAL MILITAR, fui PARTEIRO, quando não dava tempo de levar as grávidas ao hospital, na madrugada;... Como POLICIAL MILITAR, fui psicólogo, quando um colega discutia com a esposa, diante da incompreensão dela, às vezes, com a profissão do marido; Como POLICIAL MILITAR, fui assistente social, quando tinha de confortar A MÃE DE ALGUMA VÍTIMA assassinada por não possuir algo de valor que o assaltante pudesse levar; Como POLICIAL MILITAR, fui borracheiro e mecânico, ao socorrer idosos e deficientes com pneus furados; Como POLICIAL MILITAR, fui pedreiro, ao participar de mutirões para reconstruir casas destruídas por enchentes; Como POLICIAL MILITAR, fui paramédico fracassado, AO VER UM COLEGA IR A ÓBITO A BORDO DA VIATURA; Como POLICIAL MILITAR, fui paramédico realizado, ao retirar uma espinha de peixe da garganta de uma criança; Como POLICIAL MILITAR, fui apedrejado por estudantes da mesma escola na qual estudei E FUI PROFESSOR, por pessoas do mesmo grêmio do qual participei; Como POLICIAL MILITAR, fui obrigado a me tornar gladiador em arenas repletas de terroristas, que são os membros de torcidas organizadas, em jogos de times pelos quais nem torço; Como POLICIAL MILITAR, sobrevivi a cinco graves acidentes com viaturas, nunca a menos de 120km/h, na ânsia de chegar rápido àquela residência onde a moça estava sendo estuprada ou na qual um idoso estava sendo espancado; Como POLICIAL MILITAR, fui juiz da vara cível, apaziguando ânimos de maridos e mulheres exaltados, que após a raiva uniam-se novamente e voltavam-se contra a POLÍCIA; Como POLICIAL MILITAR, fui atropelado numa BLITZ, por um desses cidadãos QUE POR MEDO DA POLÍCIA, AFUNDOU O PÉ NO ACELERADOR E PASSOU POR CIMA DE VÁRIOS COLEGAS; Como POLICIAL MILITAR, arrisquei-me a contrair vários tipos de doenças, ao banhar-me com o sangue de vítimas às quais não conhecia, mas que tinha OBRIGAÇÃO de TENTAR salvar; Como POLICIAL MILITAR, arrisquei contaminar toda a minha família com os mesmos tipos de doenças, pois ao chegar em casa, minha esposa era a primeira a me abraçar, nunca se importando com o cheiro acre de sangue alheio, nem com as manchas que tinha de lavar do uniforme; Como POLICIAL MILITAR, fui juiz de pequenas causas, quando EM MINHA FOLGA, alguns vizinhos me procuravam para resolver SEUS problemas; Como POLICIAL MILITAR, fui advogado, separando, na hora da prisão, os verdadeiros delinquentes dos “LARANJAS”, quando poderia tê-los posto no mesmo barco; Como POLICIAL MILITAR, fui o homem que quase perdeu a razão, ao flagrar um pai estuprando uma filha, ENQUANTO A MÃE O DEFENDIA; Como POLICIAL MILITAR, fui guardião de mortos por horas a fio, sob o sol, a chuva e a neblina, à espera do RABECÃO, que, já lotado, encontrava dificuldade para galgar uma duna mais alta, ou para penetrar numa mata mais densa; Como POLICIAL MILITAR, fiquei revoltado, ao necessitar de um leito para minha esposa PARIR, e ao chegar NO HOSPITAL DA POLÍCIA, deparar-me com um traficante sendo operado por um médico particular; Como POLICIAL MILITAR, fui o cara que mudou TODOS os hábitos para sempre, andando em estado de alerta 25 horas/dia, sempre com um olho no peixe e outro no gato, confiando desconfiado. Como POLICIAL MILITAR, fui xingado, agredido, discriminado, vaiado, humilhado, espancado, rejeitado, incompreendido. Na hora do bônus, ESQUECIDO; Na hora do ônus, CONVOCADO. Tive de tomar, em frações de segundo, decisões que os julgadores, no conforto de seus gabinetes, tiveram meses para analisar e julgar. E mesmo hoje, calejado, ainda me deparo com coisas que me surpreendem, pois afinal AINDA sou humano.. Não queria passar pelo que passei, mas fui VOLUNTÁRIO, ninguém me laçou e me enfiou dentro de uma farda, né? Observando-se por essa ótica, é fácil ser dito por quem está “DE FORA”, que minha opinião NÃO IMPORTA, ou que simplesmente, não existe. AMO O QUE FAÇO E O FAÇO PORQUE AMO. Tanto que insisto em levar essa vida; sei que terei de passar por tudo de novo, a qualquer hora, em qualquer dia e em qualquer lugar. E O FAREI, SEM RECLAMAR, NEM RECUAR. (Autor desconhecido)

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Relacional

Que Deus maravilhoso...
busco-te e és Tu que me encontras...
quero escutar-te e és Tu que me ouves...
quero ver-te e és Tu que não me tiras os olhos...
suavemente entrastes em minha vida...
sorrateiramente deixastes indícios de sua presença...
hoje vejo o quão sou de Ti dependente...
pela Tua graça livraste-me...
pelo Teu amor me sinto querido...
relaciona-se comigo não pelo que sou...
relaciona-se comigo pelo que Tu és...
sem me agredir Tu me tranformas...
sem me acusar Tu me corriges...
Teu amor é tão grande que me permite ser humano...
Teu amor é tão grande que não me exige ser Anjo...
Tua força é tão suave...
Tua voz é tão serena...
e eu...
pequeno...
frágil...
insano...
por vezes acredito que eu até posso...
mas, logo percebo que se posso é por Ti..
sei que Tu me amas...
espero que me permita amar-te cada vez mais...
rogando para que me guies...
rogando para que não me dê tanta permissão...
rogando para que meu arbítrio seja fruto da Tua vontade...
rogando para que faça de mim um templo e dele não se afaste...
porque me encontrastes te busco...
porque me ouves quero escutar-te...
porque de mim não tira os olhos quero ver-te...